No Outro Lado do Mundo

Segundo David Coulthard, perdendo a virgindade na F1

Dessa vez não teve chuva, nem safety car, nem o embromation de 1 hora do Galvão Bueno. Mas se teve uma coisa que não faltou no GP da China de F1, foi emoção. Embora a primeira parte da corrida tenha sido dominada pelas estratégias de paradas nos boxes, a verdade é que vários pelotões permaneceram colados durante todo o tempo, e o final reservou boas disputas de posições.

Os (chatíssimos) partidários do “Lá vem o Schumi” viveram seu momento fuéns mais uma vez. E não apenas porque o alemão abandonou a prova logo nas primeiras voltas e Nico Rosberg conseguiu sua primeira pole na carreira. O alemãozinho continuou surfando na onda do ineditismo por todo o fim de semana: conseguiu a primeira vitória da carreira, depois de 111 GPs (tenho a leve impressão que o número 1 é o seu número da sorte), e presenteou o pai Keke Rosberg com outro recorde. Keke tornou-se o primeiro piloto de F1 a ver seu filho vencer uma corrida.

Keke aponta para o pequeno Nico um futuro vitorioso

Além dos números positivos, Nico Rosberg também deu uma bela ajuda para a reputação da Mercedes. Se alguém ainda acha que se trata de um carro que só vai bem no qualifying, está na hora de rever seus conceitos. Aliás, sou só eu ou alguém aí está começando a sentir um cheiro de Brawn nessa Mercedes de 2012? A conferir.

Quem também fez bonito na China foi Bruno Senna. O brasileiro parece ter gostado dessa coisa de pontuar, e conseguiu melhorar 7 posições para terminar a corrida em sétimo. Se Bruno (ou seria melhor dizer, a Williams) ainda vem deixando a desejar nos treinos classificatórios e segue tendo espaço para melhoria nas largadas, seu desempenho em corrida tem sido excepcional.

Número 1? Quem sabe daqui a pouco

Continuando na zona brazuca, o que comentar sobre Felipe Massa? Em um dado momento da corrida, Massa estava segurando uns quinze carros atrás dele. OK, eu estou exagerando, mas é só pra vocês conseguirem imaginar melhor a cena. O desempenho da sua Ferrari era claramente inferior ao de carros que até ontem nem ousariam rivalizar com a scuderia. Tudo bem que nesta temporada 2012 muita coisa mudou, mas ainda está difícil acreditar nessa várzea em que a Ferrari se transformou. Para piorar tudo, bem na hora em que a brilhante estratégia de paradas de Massa ia dar uma reviravolta na sua corrida, já que ele havia deixado um set de pneus macios novinhos pra usar na última perna do GP, o que acontece? Vocês têm uma chance pra adivinhar a palavrinha de cinco letras. Pois é, meus amigos, ela mesma: FUÉNS!

Nem com reza braba, Felipe

Depois de 3 corridas disputadas, o GP chinês, ironicamente, pode ter demonstrado que a F1 vive um novo mundo em 2012. A Mercedes se solidifica, e Nico Rosberg desponta enquanto Schumacher vai ficando pelo meio do caminho. A McLaren continua correndo atrás, seguida pela Red Bull (que provavelmente já nem lembrava o que era isso e ainda tropeça um pouco tentando achar um novo passo). A Ferrari se afunda cada vez mais na própria várzea. Enquanto os italianos prometem um carro novo para a temporada europeia, Fernando Alonso dá show com uma máquina sofrível, enquanto Felipe Massa continua sendo esse Felipe Massa que ninguém quer ver. As Williams vêm se mantendo acima das expectativas, e as Lotus, abaixo. E os duzentos campeões mundiais que povoam o grid ainda não disseram exatamente a que vieram.

Flying lap: David Coulthard esbanjando irreverência ao parabenizar Nico Rosberg pela primeira vitória na carreira. @therealdcf1 Delighted to see Nico losing his F1 virginity.”

Derrapada: A poluição e o vazio de Shangai. Apesar de todos os esforços da Formula 1 para manter uma imagem eco-friendly, correr no meio da nuvem cinza que é a atmosfera chinesa causou péssima impressão. Sem contar as arquibancadas desertas vazias, que só chegaram a (quase) encher no domingo. É um público escasso demais para um país de mais de um bilhão de habitantes.

Bahrein, aí vamos nós

Daqui a pouquinho tem GP do Bahrein, que vai merecer um post à parte antes mesmo de acontecer. Não sei se são os misteriosos ares do Oriente, mas a F1 até agora vive um mundo totalmente diferente em 2012. Vamos ficar de olho, que vem muita emoção por aí.

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