Ay, Caramba!

A primeira vez de um venezuelano

Hola, que tal? Não sei vocês, mas o Pastor Maldonado – e boa parte do povo venezuelano – deve estar nas nuvens. O piloto famoso por ser um baita de um pé de chumbo na GP2, incontrolável a ponto de arrumar os enroscos mais inimagináveis com os demais carros na pista, chegou à sua primeira vitória na Formula 1. E a temporada 2012 segue cada vez mais surpreendente.

Cinco corridas, cinco pilotos, cinco equipes. Nenhum vencedor se repetiu até agora. Dois pilotos conquistaram a primeira vitória da carreira. E o campeonato ainda não está nem chegando perto da metade.

Vocês sabem que eu costumo prestar atenção na narração do Galvão Bueno com o único objetivo de captar as famosas “pérolas” da coleção impagável do blog. Mas no último domingo fui obrigada a dar total razão a ele: no GP de Barcelona, Maldonado tirou diploma de piloto. O venezuelano não apenas segurou Fernando Alonso (sabem quem é?) atrás dele durante boa parte da corrida com extrema competência, como também manteve uma pilotagem sólida e segura desde a largada até a bandeirada final. Pastor não foi nem sombra do piloto arruaceiro que costumava ser. Não chegou nem perto de se envolver em algum acidente, manteve a calma, controlou o consumo dos pneus, e correu pro abraço.

Fernando Alonso, por sua vez, continua milagreiro. Aliás, o espanhol fez duplinha com Maldonado na atuação de levar um carro ainda duvidoso ao pódio, e deixar o companheiro de equipe na miséria. Felipe Massa continua mais perdido que o Pelé com a bandeira quadriculada na mão. E Bruno Senna, não sei se por azar ou sorte, foi tirado da corrida por Michael Schumacher (o vovô tá maluco, gente! Isso dava um funk…).

O vovô tá maluco! 

Por sinal, Schumi, que além da incompetência ao volante também demonstrou uma falta de classe condenável ao chamar Bruno de “idiota” no rádio da Mercedes, tomou uma punição dos fiscais de Barcelona e vai perder 5 posições no grid de Monte Carlo. E eu ainda fiquei sem entender o que diabos fez o alemão achar que ele teria alguma condição de passar por aquele espaço onde ele tentou passar. O qual, coincidentemente, estava sendo ocupado pelo carro da frente!

Para Bruno Senna, porém, talvez o enrosco não tenha sido de todo ruim. Ficou comprovado que ele não teve culpa nenhuma no acidente (será que alguém chegou a pensar isso?), e talvez ser tirado da prova tenha sido melhor do que amargar uma posição final afastada da zona de pontuação, como parecia que seria o seu destino.

Quem bate atrás…

E aqui abro brevemente parênteses para deixar registrados meus parabéns para os fiscais de prova de Barcelona. Quando surgiu a punição severa de desclassificação para Lewis Hamilton no qualifying, movendo o inglês da pole position para a última posição no grid, ouvi rumores de favorecimento ao espanhol Alonso, que passaria a largar na primeira fila. Antes de mais nada, os teóricos da conspiração da Formula 1 precisam se decidir: ou a FIA altera regras de medidas do bico para beneficiar a McLaren ou a FIA manda punir pilotos da McLaren para beneficiar a Ferrari. Porque as duas coisas realmente está difícil de conciliar. De qualquer maneira, faz tempo que eu não vejo o trabalho dos fiscais de prova aparecendo tanto. E a profusão de punições, como os drive through de Vettel e Massa e as 5 posições de Schumacher, demonstram que o rigor foi generalizado, e não apenas contra Lewis. Bom trabalho, catalães!

Depois da corrida do Bahrein, eu havia brincado que só faltava a Lotus ganhar a corrida seguinte para embolar de vez o meio de campo. Maldonado e sua Williams pularam na frente, mas a expectativa continua. Kimi Raikkonen e Romain Grosjean fizeram um qualifying excelente em Barcelona e conseguiram conduzir suas Lotus sem problemas até o final, levando a equipe para o pódio mais uma vez. Eu ainda não levo tanta fé no finlandês quanto o Galvão (como gosta de uma velharia esse homem, meu Deus!), mas acredito muito que daqui a pouquinho a Lotus vai abiscoitar uma vitória. E sim, bem que podia ser na próxima corrida, só pra bagunçar o coreto. E não, eu não estou torcendo pra eles. Só quero ver o circo pegar fogo mesmo.

Porém, não vou achar impossível se alguma figurinha se repetir em Mônaco. É uma pista que valoriza o braço, e, com a escassez de pontos de ultrapassagem, o qualifying e as estratégias de paradas se tornam determinantes. E essa pista que já trouxe tantas alegrias para o Brasil, pode reservar uma dura realidade para Felipe Massa e Bruno Senna. Se Alonso continuar arrebentando com a Ferrari e Massa não corresponder, pode ser que alguém em Maranello comece a pensar em trocar a macarronada por umas batatas assadas. E Bruno, que já ganhou em Mônaco pela GP2 e não pode alegar inexperiência na pista, se vê obrigado a, antes de mais nada, deixar Bottas no chinelo (ha ha ha), de preferência chegar ao Q3, e não deixar Maldonado abrir vantagem.

Iates, cassinos, festas e velocidade: me gusta! 

E vocês aí pensando que Monte Carlo era só luxo, poder e glamour. Pois é, meus amigos. O GP monegasco promete! Arriba!

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